
Publicado às 20:32 de 28/02/2010
A matéria contextualiza aos jovens músicos como funciona a rede de festivais e dá conselhos
Essa semana a Abrafin foi novamente citada por um veículo de grande circulação. Dessa fez quem notou os feitos foi o caderno Folha Teen, um suplemento dedicado ao público adolescente. A matéria articula o contexto acerca do novo modelo de se buscar sustentabilidade na música, já inserindo no debate os jovens leitores, que não raro formam bandas e tem anseio de saber como fazer pra tocar em todo o país.
A matéria começa com a seguinte provocação: Que tal rodar pelo Brasil para tocar ao lado de artistas consagrados, divulgar o som da sua banda e formar o público que ela ainda não tem?
O texto diz que hoje os festivais estão muito mais organizados, e cita a Associação (Abrafin) e sua rede social o Toque no Brasil (www.toquenobrasil.com.br), que só em sua primeira ação já contemplou 600 bandas no Festival Grito Rock.
A matéria (intitulada “Pé na Estrada e na Pedaleira”) fica ainda mais rica com os depoimentos de Eduardo Borém, tecladista e gaitista do Móveis Coloniais de Acaju, Fabrício Nobre (Goiânia Noise, Bananada e MQN), Vinícius Lemos, produtor do Festival Casarão(RO) e vários outros produtores de festivais da Abrafin, que dão conselhos às jovens bandas.
Conselhos os quais reproduzimos abaixo:
"Saiba em que nicho se meter. Tenha a humildade de saber que ainda não é a hora de cobrar o que acha que vale" (Marcelo Damaso – Se Rasgum – Belém-PA)
"Toque o máximo possível. Ser bom e conhecido em sua cidade é o primeiro passo. Uma banda fora do MySpace hoje não existe como banda" (Vinicius Lemos - Festival Casarão – Porto Velho-RO)
"Não queira ser o próximo Jota Quest ou Ramones. Escreva um release sucinto e objetivo. Não espere sua chance cair do céu" (Marcelo Domingues – Festival Demosul – Londrina-PR)
"Só trazemos artistas com nome no circuito. Grave um disco com qualidade, faça muitos shows e tente mostrar que é uma banda ativa e que se movimenta" (Léo Razuk)
"Forme público, se inscreva em editais, capte patrocínios e entenda que festivais são para troca de contatos e construção de uma carreira num mercado médio" (Pablo Capilé – Festival Calango – Cuiabá-MT)
"É fundamental ter condições de bancar a viagem até onde irá tocar. Leia blogs de música independente, desconfie de elogios e não leve críticas pro lado pessoal" (Marcelo Santiago, um dos organizadores do Festival Grito Rock, realizado em 80 cidades brasileiras)
"Veja quais festivais têm programação em que o seu tipo de som se encaixa. Caso existam, envie reportagens publicadas sobre a banda" (Jomardo Jomas – Festival Mada – Natal-RN)
"Some esforços com promotores e multiplique sua divulgação. Aproveite a rota que estiver percorrendo para realizar o máximo de apresentações" (Aluizer Malab – Festival Eletrônika – Belo Horizonte-MG)
"Mostre interesse. Quem quer viver de música tem que investir, como os produtores fazem. Venda o carro se for preciso. Deixe claro que quer tocar para ter projeção" (Paulo André – Abril Pro Rock – Recife-PE)
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